Fonte: G1
Sem 'bola no pé', amantes do futebol se arriscam no videogame
Jogos como 'Winning eleven' e 'Fifa 09' fazem a cabeça dos jovens.
Campeonatos trazem rivalidade e competição entre amigos.
A falta de talento no futebol não impede que muitos jogadores tentem colocar as chuteiras na grama, mesmo que seja em um campo "virtual". Jogos de videogame, como "Winning eleven" e "Fifa" 08 e 09, retratam fielmente o esporte, e também requerem dos jogadores treino e horas de dedicação nos esquemas táticos.
Esse é o caso do produtor de eventos Marcelo Tavares, que aos 29 anos faz do videogame a sua profissão. Ele dedica até quatro horas do seu dia jogando e aprendendo novas táticas.
“Deixei meu trabalho há mais de dez anos para trabalhar com videogame. Desde pequeno sempre tive fixação pelos jogos de futebol, e hoje organizo campeonatos que reúnem até 4 mil pessoas. O videogame virou meu 'ganha pão'”, contou ele.
Os jogos retratam exatamente uma partida de futebol dentro dos estádios, com direito a vaias e aplausos dos torcedores virtuais, times com 11 jogadores, esquemas táticos, e eliminação em competições, bem como em campeonatos de todo o mundo.
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Os "boleiros virtuais" podem jogar sozinhos ou até on-line, mas muitos garantem que a diversão está em chamar os amigos para competirem entre si. Os games contam com narração da partida e comentários de cada lance - em alguns casos, com narradores brasileiros. Em um país que respira futebol o ano inteiro, não é difícil entender a fixação dos brasileiros por estes jogos.
“Os brasileiros são fissurados por 'Winning eleven'. O jogo é tão real que traz a alusão de que a pessoa realmente fez aquele gol ou armou corretamente o time”, disse Marcelo.
Apaixonado pelo jogo, o estudante Pedro Pinho resolveu reunir os amigos para organizar um campeonato de "Winning eleven" na PUC- Rio, na Zona Sul. A iniciativa tomou maiores proporções que o esperado. O que começou como uma brincadeira tornou-se um grande evento que atraiu, durante as eliminatórias do campeonato, cerca de 600 pessoas, entre jogadores e curiosos.
“É uma brincadeira entre amigos. Mas acho que o segredo do sucesso é a competição e rivalidade entre os jogadores”, contou.
Esquemas táticos
Antes de apertar o "start", o competidor tem que escolher o clube ou país que vai representar, e a escalação de cada jogador que entrará em "campo". Os jogos também oferecem a possibilidade de mudar o esquema tático, desde formações básicas até alterações complexas no time.
“Procuro colocar um time organizado na defesa. O olhar do jogador de videogame precisa ser igual ao de um técnico. A minha tática é não colocar o time todo pra frente”, ensinou Marcelo.
Já o estudante Rodrigo Macanhan acredita que o que importa é fazer gol. “Eu aposto em jogadas certas para fazer gol. Pode ser de bola parada ou indo pro ataque mesmo”, contou.
Na hora de escolher o atacante do time, todos são unânimes: o português Cristiano Ronaldo. “Além de jogar bem o Cristiano Ronaldo faz muitos gols. Ele é ‘o cara’ no 'Winning eleven'”, resumiu Marcelo.





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